quinta-feira, 10 de setembro de 2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Trancosã



Trancosã - Romance

trancosaTrancosã, aglomerado na margem direita do Rio Torto, foi glosada no romance: Trancosã, Palimage Editores, de Luís Manuel de Sousa Peixeira. Ali se relatam vidas de um quotidiano rural, entre 1959 e 1980, com incidências no plano da emigração para as terras do Brasil, de França e das grandes cidades do Litoral Português e ainda com destaque para episódios da Guerra Colonial em Angola. Tudo em torno da problemática da mulher. Bem se poderia dizer que se trata de um documento pertinente na abordagem das questões relacionadas com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez e da regionalização.
O ponto de referência de Trancosã é a capela de Nossa Senhora da Piedade, construída toda em xisto, sobre um chão térreo de lousa. Trata-se de um povoamento assente numa economia de sobrevivência cujo sustento advinha das serras semeadas de centeio e das pequenas hortas e olgas à beira do Rio Torto e do pequeino arroio. Olivais, vinhas, amendoais e a diversidas de árvores de fruto, arbustos e plantas compunham a dieta dos íncolas que em 1970 rodava a vintena. O Santuário está envolto numa lenda cuja imagética ali surgiu misteriosamente e sempre que a traspotassem ali voltava, através de ignotos e mesteriosos meios... A Palimage Editores editou um romance cuja acção decorre, em parte, nesse espaço singular e mítico, da autoria de Luís Manuel de Sousa Peixeira. A narrativa estende-se ainda a diferentes pontos migratórios, para onde fugiam os trancosanos, nomeadamente Brasil, França e grandes centros urbanos nacionais, para além de aspectos relacionados com a Guerra Colonial em Angola. Porém, nessa obra são realçados momentos inerêntes à vida amorosa e quotidiana em particular da mulher: mãe, lutadora e vítima da misogenia colectiva.



segunda-feira, 6 de abril de 2015

mozinhos: PÁSCOA - ORIGEM DO TEATRO

mozinhos: PÁSCOA - ORIGEM DO TEATRO: O homem sentiu sempre necessidade de exteriorizar os seus sentimentos e as suas sensações. Deste facto nasceram os actos lúdicos e as danças...



















Interior da capela de Nossa Senhora da Piedade - Trancosã

domingo, 5 de abril de 2015

PÁSCOA - ORIGEM DO TEATRO

O homem sentiu sempre necessidade de exteriorizar os seus sentimentos e as suas sensações. Deste facto nasceram os actos lúdicos e as danças. Da mesma sorte, o homem descobriu que tem um espírito que sobrevive à morte do corpo. Nasceram os sacrifícios rituais em honra dos mortos e dos deuses.
Às divindades egípcias, Osíris e Horus, foram consagrados espectáculos com actores e coro. No entanto, ´seria das celebrações em honra de Dionísio, filho de Zeus, que surgiria o verdadeiro teatro: Nas praças de Ática, reunia-se, cada ano, uma pequena multidão para participar na narração do suplício do deus que a mitologia descreve ter sido assassinado pelos seus inimigos e ressuscitado pelo seu pai. Rapidamente, o recitante desta lenda tornou-se actor. Da narração da lenda dionisíaca passou-se a outras narrações de factos da História da Grécia, ligados às forças divinas, num conflito entre o homem e os deuses. Tal conflito geraria a tragédia, dominada pela fatalidade a que os humanos não poderão fugir.
A primeira tragédia conhecida intitula-se: As Suplicante, de Ésquilo, representada entre 484 a 460 a.C. A comédia deverá ter origem nas várias festas populares em honra do mesmo deus Dioniso. Ariano (426 a. C.) será a comédia mais antiga de Aristófanes, o melhor cultor grego desta espécie teatral.
Téspis terá sido o primeiro actor grego, representando num estrado elevado, acima do solo.