Os
Mitos
O Ocidente procura
impor-se no planeta sob o mito fantasmagórico da democracia – o paladino da
verdade única, à laia da profecia da fé.
EUA (Estados Unidos da
Améria do Norte/imigrantes europeus, colonizadores do território ameríndio) e a
União Europeia/ organização política e económica da Europa Ocidental e Central,
acenam com o estandarte do neoliberalismo económico e político, metaforicamente
apelidado de democracia.
Ora, nada de novo no
contexto da política continental, nomeadamente, após o advento do Império
Romano do Ocidente.
Assim, os mitos
históricos são uma forma de consciência fantasmagórica com que um povo define a
sua posição e a sua vontade na História planetária.
O primeiro grande mito
colectivo português, que aliás é um mito Ibérico, foi o da cruzada, fixado
eloquentemente por Luís Vaz de Camões no poema nacional dos portugueses.
Portugal era o paladino da fé católica e a expansão mundial da fé era a sua
vocação própria, a razão de ser da sua História. Em relação especial com deus que
o favorecia desde o seu nascimento. Portugal realizava um plano divino que
culminaria na conversão do planeta.
Esse mito nasce na
guerra santa que travavam entre si os mouros e os cristãos de todas as
nacionalidades. Santiago, que aparecia nas batalhas sob a aparência de um
cavaleiro resplandecente, foi inicialmente, para os povos espanhóis, o arauto
da guerra santa (o ajudador) e já no século XII, pelo menos, a campanha dos
príncipes católicos da Península Ibérica foi comparada pela igreja à guerra na Palestina.
Aqui, segundo o mesmo prisma, analisemos: a batalha de Ourique, o aparecimento da virgem em Fátima e a conversão da Rússia – comecemos por ler Camões, João de Barros (Décadas), Bandarra (profecia da conversão do mundo), Gil Vicente (Alferes da Fé) e por aí, a Demanda do Santo Graal, até o mito do magriço..


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